quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

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ESCRITURA BRANCA.pdf - 4shared.com - document sharing - download: ESCRITURA BRANCA.pdf

"ESCRITURA BRANCA" foi escrito por mim em Fortaleza - CE no ano de 2004.Ele se trata de um livro de poemas que tem de tudo um pouco, menos poemas de amor.

Experimentos gráficos inspirados na estética concretista, metapoemas, poemas polimétricos, rimas toantes, versos curtos, epigramas.Os temas são filosóficos, metapoemáticos, existenciais, confessionais.

Porém, como disse minha poesia não é amorosa, tento ser o mais cérebral possível o tempo todo.

Boa leitura!

Charles Odevan Xavier

FRESTAS.pdf - 4shared.com - document sharing - download

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"FRESTAS" foi um livro que fiz em Fortaleza - CE no ano de 2005.Nele o leitor encontra-rá um longo poema feito em versos curtos e estrofes breves, onde o silêncio é tematizado.E a linguagem também é tematizada constituído-se assim num longo metapoema.Para quem gosta de metapoesia é um prato cheio.

Boa leitura!

Charles Odevan Xavier

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ENSAIOS QUENTES.pdf - O 4Shared - compartilhamento de documentos - baixar

ENSAIOS QUENTES.pdf - O 4Shared - compartilhamento de documentos - baixar: ENSAIOS QUENTES.pdf

Trata-se do meu livro de ensaios críticos.Consumiu 19 anos de pesquisa sem apoio institucional.Várias áreas são contempladas nele: jornalismo cultural, psicanálise, anticapitalismo, anarco-primitivismo, afro-religiosidade, entre outros.

Boa leitura!

Charles Odevan Xavier

sábado, 3 de dezembro de 2011

NUMA MADRUGADA DE NOVEMBRO





NUMA MADRUGADA DE NOVEMBRO
Charles Odevan Xavier

Este poema terá poucos elementos
pois pretende-se fugaz.

Olho da área de casa
e vejo a lua no quarto minguante
há silencio
cortado eventualmente
pelo apito do vigilante
na rua
ou pelo áudio do notebook
em que toca Macalé.

As coisas não andam saindo
como planejadas:
desemprego,
projeto recusado
na Funarte
e um livro
que não publico porque
tenho nome sujo no comércio
e isso impede patrocínio
do Banco do Nordeste...

...enviarei o livro para alguma editora grande
é o que penso e planejo,
devo ousar, arriscar
e interrompo a leitura de Raízes do Brasil.

O ARADO DIÁRIO




O ARADO DIÁRIO
Charles Odevan Xavier

Lendo Raizes do Brasil
reflito se sou
trabalhador
ou aventureiro...

...Só quero emprego
como professor
em apenas um turno
e nos outros horários
quero tempo
para escrita e pesquisa.

Minha família
fica impaciente
de me ver tão caseiro
e pouco rueiro.

Concluo
que nesse universo laboral:
sou um metódico
trabalhador intelectual.

sábado, 19 de novembro de 2011

O IMPERADOR NA PRIMEIRA CASA




O IMPERADOR NA PRIMEIRA CASA

O Imperador apareceu na primeira casa:
neste ciclo de lua minguante.
E tendo que refletir
sobre um patriarcado impressionante.

Eu não tenho filhos carnais,
mas a Chiara Evelin,
minha sobrinha,
ser amado,
é como se fosse.

Serei eu o pioneiro,
o empreendedor,
mas que terror!
Se não tenho dinheiro.

Serei eu o visionário
mas que temerário
se não tenho vínculos
com nenhum erário.

Breve comentário
do taro discricionário:

[cetro na mão direita do governante foi baseado no falo raio
de Shiva, dando origem ao bastão do Tarô. Originalmente um
tridente, também foi portado por deuses fálicos ocidentais como
Júpiter, Netuno, Hades, Possêidon, Plutão e Lúcifer. Também
associado com Osíris e o Guardião do Santo Graal.]

O imperador de Crowley
em tons vermelhos:
dinamismo,
franco empreendedorismo.

Símbolo alquímico do enxofre ,
energia masculina.

realeza (atributo do Faraó)
Se eu for Akinethon
serei invejado?
Imponente e arrojado?

Senso de realidade.
disposição
para assumir responsabilidades.

Logo eu que sou tão frouxo:
com uma baixa auto-estima,
Tão fraco para fazer esgrimas!!!!

sábado, 12 de novembro de 2011

CRÍTICA À EXPOSIÇÃO "CONEXÕES POÉTICAS"




CRÍTICA À EXPOSIÇAO “CONEXÕES POÉTICAS”
Charles Odevan Xavier

Este ensaio é uma resenha crítica da Exposição “Conexões Poéticas” em cartaz no Centro Cultural Banco do Nordeste, no mês de Novembro de 2011.

A Exposição “Conexões Poéticas” é uma iniciativa do Instituto de Cultura e Arte da UFC.E surgiu durante o seu programa de residência artística. O projeto já esta na sua segunda edição, promove encontros entre artistas convidados e jovens artistas residentes através de workshops, criando um espaço de troca, no qual os trabalhos podem ser pensados de forma processual e colaborativa.

Para escrevermos este ensaio lemos a seguinte bibliografia:


ARCHER, Michael. Arte contemporânea – 2ª edição – São Paulo: WMF Martins Fontes, 2005.
FRANCASTEL, Pierre. A Realidade Figurativa – 2ª edição – São Paulo: Perspectiva, 1993.
GOMBRICH, Ernst Hans Josef. A História da Arte – 16ª edição – Rio de Janeiro: LTC, 2000
GULLAR, Ferreira. Etapas da Arte Contemporânea – Rio de Janeiro: Revan, 1998.

E neste ensaio iremos tecer comentários sobre as obras “Força Humana” de Leonardo Mouramateus; “Progressão Geométrica” de Tobias Gaede, “Relicário” Lara Vasconcelos e Luciana Vieira e “Primavera” Natália Alves.

FORÇA HUMANA DE LEONARDO MOURAMATEUS

Na obra “Força Humana” o espectador entra numa sala escura, senta-se num sofá (caso queira) o que sugere que a video-arte que iremos ver é longa – ou chata, no caso de espectadores que vi entrando e saindo dentro de poucos segundos.

O que acontece em “Força Humana” de Leonardo Mouramateus? Uma video-arte dividida ao meio em dois planos que se sucedem no tempo revelam tomadas e enquadramentos de um galpão industrial onde operários metalúrgicos manipulam maquinas e soldas quentes. Bem. Basicamente é isso o que acontece na video-arte.

Só que os enquadramentos e angulações capturadas por uma filmadora de vídeo são belos, produzindo assimetrias ou simetrias gráficas no telhado do galpão em contraposição com a dureza amarela dos guindastes que aparecem ou dos tratores.

Os operários filmados não são atores pagos, são reais, o que provoca uma situação de cinema verdade na película filmada.

Pergunta-se: Para que filmar operários e peões consertando máquinas ou operando soldas? Talvez a intenção de Leonardo Mouramateus tenha sido celebrar o homem comum, o homem sem aparente importância e glamour, o peão de fábrica. Tal iniciativa começou a ocorrer só na arte modernista a partir do Impressionismo. E a arte contemporânea - ou pós-moderna como querem alguns críticos – é notória em cantar o banal, o comum, o cotidiano, o sem glamour.

Merece ser vista até o fim.

PROGRESSAO GEOMETRICA DE TOBIAS GAEDE

A obra “Progressão Geométrica” de Tobias Gaede éuma vídeo-instalação em que se questiona a questão do tempo. Num lado vemos um monitor de vídeo exibir clipparts com a agenda diária do artista totalmente cronometrada. Em cima de um pedestal vemos um livro vermelho em espanhol de Gaston Bachelard “Intuicion del instante”. Na parede da frente vemos duas projeções em Data-show do artista lendo o livro de Gaston Bachelard. Só que por alguma razão ( talvez o excesso de luz da sala) a projeção tenha cores esmaecidas e esfumaçadas, talvez questionando a efemeridade do tempo.

Na outra parede vemos uma xerox da agenda cronometrada que aparece no clippart do monitor de vídeo.

Em “Progressão Geométrica” Tobias Gaede quer questionar a temporalidade no cotidiano pós-moderno. Ate que ponto somos criadores de tempo ou reféns do tempo? Parece ser a pergunta de Gaede.

RELICÀRIO DE LARA VASCONCELOS E LUCIANA VIEIRA

Na obra “Relicário” de Lara Vasconcelos e Luciana Vieira vemos uma estrutura de madeira branca no centro de uma sala. Em cima dela há um desses álbuns de foto vermelho. E na estrutura de madeira há um fone de ouvido, que convida o espectador a “ouvir” a obra. Criando uma situação de estranhamento inicial, posto que iremos ouvir e não há nada aparentemente para ver.

Eu tive a intuição de abrir o álbum de fotos, mas outros espectadores talvez pudessem ficar intimidados já que se sabe que em museu não se pode tocar as obras.

O que vemos no álbum, quando aberto, foi uma sucessão de fotos de família, mostrando o cotidiano .As fotos amarelecidas pelo tempo estavam circundadas de pequenos poemas feitos de hidrocor vermelha sobre transparências que cobriam as paginas do álbum.

E ao ouvir o que tinha no fone de ouvido, sempre a intrigante frase se repetindo: “Num filme antigo de meu pai, aparece uma mulher, que podia ser minha mãe, mas não era”.

Vamos ouvindo e a sucessão de fotos e poemas do álbum cria uma pequena confusão cognitiva no espectador, como se produzisse dois percursos narrativos diferentes.

Há beleza nessa obra e ao final da consulta ao álbum de fotos, uma surpresa: na última página vemos um monitor de vídeo dentro da estrutura de madeira que exibe um pequeno filme super 8, onde ocorre uma seqüência rápida e fugaz do que se diz no fone de ouvido.

As artistas podem estar questionando a noção de memória e de como ela pode nos trair. E tal como um baú de recordações, o álbum de fotografias pode ser um relicário de relíquias simbólicas.

PRIMAVERA DE NATALIA ALVES


Na obra “Primavera” de Natália Alves vemos numa sala iluminada e cheia de ruídos, quatros vestidos desses que senhoras idosas vestem em casa pendurados no teto.

Quando o espectador se aproxima dos vestidos pode escutar saindo do “tórax” dos vestidos vozes de senhoras idosas dando depoimentos sobre suas vidas.

Eu gostei da obra e do lugar que a artista resolveu colocar as caixas de som, por que quem estuda medicina indiana sabe que no tórax há o chacra cardíaco das emoções sublimes.

DOIS ARTISTAS QUE FICARAM DE FORA DO MEU COMENTARIO

Poderia falar de dois artistas que ficaram de fora do meu comentário e que estão na exposição. Marina Mapurunga colocou numa sala um teclado onde aparentemente o espectador pode interagir, mas no dia em que fui à exposição o teclado estava com problemas técnicos, então não pude fruir de meu talento como pianista amador.

E na obra de Tiago Fontoura, dois monitores de vídeo exibem, num plano americano, dois bailarinos fazendo gestualidades. Foi a obra mais hermética para mim.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Na Exposição “Conexões Poéticas” vemos que os artistas envolvidos estão refletindo de uma maneira ou outra sobre a questão do tempo na sociedade contemporânea. Em que medida as tecnologias permite mais tempo, mais ócio ou mais trabalho e tortura.

Pesquisador.