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sábado, 19 de março de 2011

POR QUE ODEIO FORRÓ E FORROZEIROS


Este texto não tem o rigor de uma tese acadêmica e nem tem a sistematização de dados demográficos de uma pesquisa do IBOPE.É um texto subjetivo mais próximo da crônica, do que do ensaio sociológico super fundamentado.Por isso perdoem os impressionismos pessoais.

Eu odeio o Forró nordestino, o cearense em especial e sua chamada nação forrozeira, por motivos pessoais e ideológicos.

Na verdade eu conheço o universo forrozeiro obliquamente, já que é impossível você, mesmo detestando esse gênero musical execrável, caminhar pelas ruas de Fortaleza sem ser dentro de um ônibus onde se toque as baboseiras dos Aviões do Forró ou ser invadido pelos decíbeis de algum paredão de algum carro encostado em alguma churrascaria a poluir os ouvidos dos que querem dormir ou ficar sossegados.

O leitor já deve ter percebido nessas primeiras linhas um dos motivos pra eu detestar a cultura forrozeira e o seu estilo de vida.A coisa é simples: os forrozeiros ou apreciadores do Forró são pessoas, geralmente, mal educadas que querem impor seu lixo musical dentro dos ônibus ou nas esquinas com seus paredões arrogantes.

Também conheço obliquamente o universo forrozeiro e suas dançarinas vulgares que parecem prostitutas mal pintadas e mal vestidas, pois tenho uma irmã que faz parte dessa tribo.

E tive péssimas experiências com seus amigos e amigas forrozeiras entrando na casa onde moramos e dando um débito de 340 reais de telefone...Sim! as amigas forrozeiras da minha irmã ligando a cobrar para celulares de seus supostos machos.Porque todos sabem o quanto as forrozeiras são irresponsáveis e folgadas.

Ou seja, esse meu texto não conta com uma amostragem estatística e demográfica muito rigorosa. Não se baseia em questionários preenchidos pela ralé forrozeira, mas mais em observações de campo.

Por isso é um texto oblíquo...O que observei do universo mental dos forrozeiros é que eles tem valores diametralmente opostos aos meus.As músicas de Forró valorizam o a figura patriarcalista do machão cachaceiro, cheio de raparigas a disputar seu dinheiro em mesas de bar, disputando engradados de cerveja e restos de pizza gordurosa.

Sendo assim a filosofia do Forró é: "Beber, cair e levantar!".Desse modo, o forró é um estímulo ao alcoolismo, à vulgaridade, a irresponsabilidade, ao machismo, ao sexismo (as letras que falam explicitamente em bucetas), ao consumismo e à homofobia gratuita.É portanto, uma cultura repugnante que merece todo desprezo intelectual.

Você quer um retrato da degradação forrozeira? Pois bem lá vai.As forrozeiras, geralmente mulheres pobres, ficam angustiadas quando não conseguem ter 30 pares de tamancos, 50 tops (ainda que os tops não disfarcem suas banhas ridículas) ou 10 frascos de perfumes caros.Desse modo, as forrozeiras são fúteis e frívolas como sua cultura degradada.

O forró sustenta uma indústria de exploração da figura da mulher, mostrada sempre como num açougue - basta ver a programação forrozeira da TV DIÁRIO para confirmar o que digo empiricamente.E essa degradação da mulher, que de mulher foi reduzida a um objeto burro de super consumo sexual, é a tônica da estética forrozeira que vai das letras até o figurino das obesas dançarinas de forró.

O forró é o ponto alto da degradação que a cultura de massa pode chegar no Brasil.É o primo feio e rico da indústria fonográfica e cultural.Primo rico para os empresários do ramo forrozeiro e motivo de super exploração dos músicos, que topam longas jornadas de trabalho para ganhar alguns centavos com muito esforço.

Bem.Esse texto não pode apontar soluções pro problema, porque enquanto houver capital, valor, mercadoria e trabalho, vai haver degradações cerebrais como o forró do Calcinha Preta.

O ideal é que os músicos de forró subvertem-se o gênero, mas é esperar muito de pessoas que não cultivam o intelectualismo crítico.