Mostrando postagens com marcador desemprego. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desemprego. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

FORTALEZA DESEMPREGADA


Começo de 2011
Tenho 38 anos
Estou desempregado
no quintal da outra casa
toca uma música brega qualquer
a ansiedade por novos rumos
me devora
como um pedaço de rocambole da padaria próxima
que me custou 1.75
mexo na carteira e sobrou cinco centavos.
E a tal crise dos quarenta deve tá começando.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

PORTAS FECHADAS E ENTRE-ABERTAS


Este será mais um poema vacilando entre a poesia e a prosa

Será mais um poema

que glosará

sobre as portas fechadas

que tenho encontrado pela vida.


E sobre algumas portas apenas entre-abertas.

Ás vezes até vejo casarões que poderiam me acolher

e que não me acolhem.

Fico do lado de fora,

batendo no seu portão,

vendo seu cadeado

e tomando sol ou chuva

porque já está cientificamente

comprovado

que sou mais um futuro desempregado

e sem poder de compra

mais um

e nada mais


Fortaleza e seus joguinhos de cartas marcadas.

Seus concursos públicos cheios de bastidores privados.

Não faço parte de nenhuma máfia

e por isso fico endividado.


quarta-feira, 15 de agosto de 2007

SOLIDÃO


Meus amigos romperam comigo

por enquanto tenho um abrigo


estou sozinho

tenho por companheiros:

escritores mortos


não tenho erário

nem destinatário

solto no tempo e no espaço

sem nenhum laço


não tenho compromissos

nem assumo riscos

pois estou sozinho

e à toa

com todo pessimismo

em minha pessoa


Não sei como terminarei o ano

se serei vitorioso algum dia

se triunfarei no grade sonho americano

sou a imagem do fracasso

falo inglês, currículo 16

um projeto abortado que dá asco.